sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Essa tal solidão

A cada devaneio
Pedaços do eu se vão
Lágrimas teimosas ferem
Perde-se a candura
Vem a noite gélida
As cores se calam
Oh alma corroída pela dor
Imperceptível é o amor
Oprimido pela solidão
As águas do mar se foram
Melancólico adeus
Pétalas despedaçadas
Dispersas ao vento
Quem as recolherá?
Será possível uní-las novamente?
Enquanto houver não
Quem sofre nada saberá
Imerso em incerteza
Carece esquecer
O emaranhado dolorido
Insiste em permanecer
Incômoda ausência

Fernanda Freitas, 31 de julho de 2008.

3 comentários:

Anônimo disse...

... a mais consagrada procura por um amor que se quer encontrar, juntar esse par é um mistério a se desvendar, mas enquanto não surgi o par a se encontrar, se torna belo o seu olhar.
parabéns nanda pela nova poesia.
bjs flavio

Anônimo disse...

Ficou bem claro o poema depois que eu peguei a lanterna(dicionario).
Mar e Flor!
Será que tá virando a metafora preferida.
Cuidado é sempre bom, pois, a pessoas que gostam de brincar, juntam todas as petalas para no fim joga-las ao vento novamente, e se divertem ve-las indo.
Quem as recolherá? = Cadê meu mar? = Onde está o amado?...
Bjão!

Nanda Freitas disse...

Amigos do bate papo com o poeta, mt obrigada mais uma vez pela presença!
Bjão