sábado, 22 de novembro de 2008

Fragmentos do Outro (by Fernanda Freitas & PoeTa DaHLua)


Sinto pouco a pouco as pessoas
Criança, homem, mulher
Mulher, negra, povo
Fragmentos do outro

Sentado vejo
Todo mundo andando
Em busca de algo...
Uma busca infinita

O tempo passa
Lento, lento, lento...
As pessoas vivem
Seus encontros, sonhos, seus anseios...

As pessoas se encontram
E eu aqui observando
Quem sabe sonhando

Vejo-me
Vejo-me neles
Os outros
E seguimos

Nossas marcas, linhas e pontos
Traçamos juntos
Nessa reconstrução ininterrupta do ser
Somos nós e o existir

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Um alguém que use sempre o coração

Dizem por aí...
É proibido usar o coração
Mantenha seus pés fincados ao chão
Não voe pelas nuvens
Evite cair lá do céu
Aqui é bem mais seguro
Blá, blá, blá...
Mesmo que digam o contrário
Escolho sonhar
Romancear o encontro
Apostar na conquista
Ter fé na união
Desisto de convencê-los
Já não compreendem
Não é a hora da razão
Não vou dar asas à solidão
Preciso mesmo é de emoção
Preciso de alguém que como eu
Use sempre o coração

20 de outubro de 2008

sábado, 27 de setembro de 2008

Necessito de ti



Necessito de ti

Necessito

Estar com você

Admirá-lo perto

Perder-me em seus olhos

Viajar em seu abraço

Encontrar-me em seus lábios

Amar seu sorriso

Tornar nosso sonho real

Meu coração aquece em imaginar

Foi só sentimento despertar

Pra ele se apaixonar

Não quero e nem preciso resistir

Contigo posso finalmente sentir

Deixar esse afeto fluir

Em ti encontro sentido

E tudo se tornou mais bonito

A lua cheia

As flores

O céu

O mar

Todos me recordam você

E me ajudam a te esperar

sábado, 13 de setembro de 2008

Para dois corações realmente se encontrarem...

‘’Para dois corações se encontrarem
Há que se desatar primeiro muitos nós’’
No princípio cada um, companheiros da solidão
Sozinho e amores mal resolvidos
Sozinha e paixões platônicas de ilusões persistentes
Sentimentos doloridos com lágrimas sofríveis
Tempo penitente de sonhos despedaçados
Paciência amarga que trás, contudo, feliz aprendizado
No encontro dos olhares, sentido...
O amor de direito simplesmente é
Um será para o outro
E tudo o que passou ficará para trás
Meras lembranças
Um só ser
Juntos finalmente
Eu e você

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Desenganos

Mundo egoísta, olhe o que você fez

Pessoas que não amam

Perderam a fé de uma vez


Muitos querem fugir

E a outro lugar pertencer

Mas seus filhos os fazem perecer


Medo do acreditar

Medo de se entregar

É mais fácil culpar

Essa maldade precipitada


Atrapalhou meus planos

Nem permitiu a chance libertadora

E agora são tanto desenganos

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Aquela no Final da Trilha


Nem pele alva

Nem cabelos longos

Muito menos lisos

Deixe-me ser eu mesma

Nêga dos cabelos crespos

Não irei obedecer às regras

Pensas que passarei despercebida?

Olhe a sua volta

Os rastros são deixados

Pegue-os

Veja além

Vou mostrar quem sou

Sinta-me inteira

Tenho um coração

Parece pequenino

Contudo, uma imensidão

Almejo o presente

Só meu

Sem medos

Sem dores

Sem se

Quero o sim

Preciso do agora

Tenha a coragem de vir até mim

Mas se não tiver, esqueça

Lá ao longe existirá alguém...

Não percebe?!?

Aquela no final da trilha

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Essa tal solidão

A cada devaneio
Pedaços do eu se vão
Lágrimas teimosas ferem
Perde-se a candura
Vem a noite gélida
As cores se calam
Oh alma corroída pela dor
Imperceptível é o amor
Oprimido pela solidão
As águas do mar se foram
Melancólico adeus
Pétalas despedaçadas
Dispersas ao vento
Quem as recolherá?
Será possível uní-las novamente?
Enquanto houver não
Quem sofre nada saberá
Imerso em incerteza
Carece esquecer
O emaranhado dolorido
Insiste em permanecer
Incômoda ausência

Fernanda Freitas, 31 de julho de 2008.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Será que amar é mesmo tudo?


Vou contar-lhe uma história
Era uma vez uma singela menina
Mas ela era tão, mais tão sonhadora
Ela acreditava no amor
E conservava dentro de si uma considerável parte dele
Ah como ela queria partilhá-lo
Passava a maioria de seus dias pensando como seria mais feliz
Quando pudesse fazer alguém mais feliz também
Passou a esperar...esperava, esperava...e nada
Foi brotando uma angústia, uma impaciência, uma inquietação...
Sem falar no medo
Afinal o tempo estava caminhando a passos largos
Além disso, seu coração já começava a transbordar
Era tanto sentimento...
Cada vez que uma provável chance emergia
Esforçava-se em demonstrar quanto carinho queria expressar
Ainda mais quando alguém conseguia impressionar sua alma
Teimosa que só, aí mesmo achava que o amor tudo podia
E por isso mesmo ele era o amor
‘’Aquele que tudo suporta e crê’’
No entanto essa valentia era sempre vencida
Ilusão, dor e frustração
Até que um dia, após muitas derrotas
Uma frase não saía de sua mente
SERÁ QUE AMAR É MESMO TUDO?
E outras indagações ancoravam
E a única resposta encontrada era
Sim amar é tudo, contudo imprevisível
Sentimento é indeterminado
E muitas vezes não correspondido
Mas ela ainda assim não desistiu
Só decidiu transformar sua busca
Agora ela vai distribuir um pouquinho do seu amor por todo seu viver
Para não sobrecarregar seu coração
Em cada dia, a cada pessoa, em cada gesto
No seu olhar, no seu abraço, no seu sorriso, na sua voz
Haverá em cada partezinha esse amor
E um dia quem sabe...aquele outro sonho dela não decida aparecer
E o amor será ainda mais generoso!

Fernanda Freitas (02/2008)

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Era uma vez um sorriso sonhador

Você tem o dom de despertar


O meu sorrir


Basta uma palavra


Meus lábios se rendem


Numa entrega contente


Esse sorriso parece querer-te


Na verdade suspira em convidar o seu


Para juntos formarem um beijo


sexta-feira, 11 de julho de 2008

Se o profeta já dizia: AMOR palavra que liberta

Anseia sentí-lo...

Incompreendido, contudo tão desejado...

Quanto mais o admira, mais foges...

Ah esse querer...

Coração dolorido, por sentimento contido, quer doar-se!

E assim torna-se pedinte, escravo de sua miséria

Ainda assim é obstinado

Contrariedades, desalentos, utopias... meros percalços

Compreende que surgirá o instante esperado

E valerá a pena ter suportado, pois finalmente tudo fará sentido

Dentro de ti então será germinado o sorriso mais gracioso

Libertando-te da dor da ausência

O encontro-reencontro irá erguer sua inteireza

Inteireza convicta de que se fosse preciso

Faria tudo de novo, desde gestos pequenos até as maiores extravagâncias

Para encontrar por fim esse tal de AMOR...


Fernanda Freitas (02/2008)

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Enquanto Eu Viver

Jamais desistirei de te encontrar
Ainda que tentem me desanimar
Dizendo que sou romântica demais
Nasci somente para o amor
Como eu poderia não pensar em ti?
Sei que posso fazê-lo tão feliz
Que me chamem boba
Ou seria a louca?
Só por acreditar no sentimento
Espero por você mais 25 anos, se for preciso
Perto ou longe, não importa
Vou até as estrelas, se lá estiver
Desviro-me ao avesso em busca do seu sorriso
Ainda que tentem me convencer do contrário
Você existe, eu sei
Foi feito sob medida para mim
Sou sua
E por isso saberei quando cruzares meu caminho
Quando meus olhos fitarem os seus
No coração brotará uma flor doce e feliz
Prometa que virá
Não me deixe só a vida inteira
Preciso tanto de ti
Enquanto eu viver
O meu amor existirá para você

Fernanda Freitas 03/05/08

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Abraço

Sozinhos e calados
Somente olhares e sorrisos no ar
Surge de ti o inesperado gesto
Sua mão que me toca a face
Ao fechar os olhos fico a sentir
Essa pele serena a me tranqüilizar
Transbordante de afeto
Envolvo-te em meu abraço
Inclinada sobre seu peito
A escutar esse coração palpitar
O único som audível nesse momento...



quinta-feira, 12 de junho de 2008

Aos ''Desnamorados''



Hoje eu, como nos anos anteriores, economizarei mais um presente. Então por que não recordar e congratular aqueles, que como eu, também passaram mais um dia dos namorados sozinhos? Milhares de desconhecidos que apesar de tudo, ainda não desistiram do mais singular sentimento da existência: o AMOR.

Feliz dia:

Aos românticos,
Sobreviventes ao encanto do romantismo, até após as desilusões sofridas.

Aos sonhadores,
Eternos incompreendidos por acreditar que existe amor verdadeiro e eterno, cuja plenitude não é impedida nem pelas barreiras consideradas intransponíveis; nem mesmo as geográficas.

Aos solitários,
Abandonados durante toda a sua vida, ou em uma considerável parte dela, pelo ser amado.

Aos sozinhos,
Aqueles que vivenciaram o amor, contudo o perderam, e no momento padecem a dor da ausência.

Aos iludidos,
Aqueles que amam quem não sente o mesmo, mas ainda assim insistem na ilusão de conseguir conquista-lo algum dia. Enganam a si e seus próprios sentimentos por causa da afeição que contagia desenfreadamente seus corações.

Aos platônicos,
Aqueles que só amam quem não os correspondem.

Aos melancólicos,
Aqueles que têm medo de deixar a vida sem experimentar o sabor de amar e ser amado.

Aos insensatos,
Aqueles que ao se apaixonar, inventam de tudo para agradar seus amores e terminam por afastá-los.

Aos diferentes,
Aqueles que por não se enquadrarem aos estereótipos da sociedade, perderam a expectativa de encontrar alguém que os vejam além das ‘’aparências’’.

Aos fracos,
Que mesmo apaixonados não têm coragem de arriscar e não se permitem amar, pois na verdade ainda não conhecem o sentido do amor.

Aos loucos,
Aqueles dispostos a cometer loucuras para viver um grande amor.

Aos esperançosos,
Que podem ter vivido o que foi dito acima; mas ainda assim acordam, respiram e suspiram amor. E confiam em que algum dia o vazio se tornará presença, e todos serão realmente completos e realizados.

Por que a hipocrisia? Amar é uma necessidade humana em constante construção, mas custamos a compreender e aceitar. Uma alma sem amor, inacabada está...

E como eu disse no início, outro ano sem presentes, mas isso não é o que realmente importa. O presente essencial e genuíno é o coração, guardado à espera por ser doado para quem mereça recebê-lo. Afinal, presente material é fácil economizar, o problema é um coração imenso, ansioso em amar...

quinta-feira, 5 de junho de 2008

A Partida



Adianta merecer amor?
O próprio amor não a quer
Encontrar alguém?
Ela não pode mais

Armadilhas do próprio coração
Numa magia ardil
Aprisionada donzela conforme-se
Ao castigo de amar sozinha

A vida mostra algo tão gracioso
Distante, só pode admirar
Ela não permite vivenciar
Insiste em repetir o amargo não

Sonho bom, dura pouco?
Nada traz sentido, só ele
Coração rendido
Outro nada fará

O não revelado
Anuncia que novamente
Amor rejeitado
Sem chances de poder lutar

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Do tudo que eu mais desejo, nada sei.

Nada sei do seu beijo encantador
Nada sei do seu abraço envolvente
Nada sei do seu toque tentador

Mas não paro de sonhar
Minha cabeça em seus ombros repousar
Recostada em seu peito, sua pele contemplar
Deitar-me unida ao corpo que desejo aconchegar

Como será poder olhar em seus olhos?
E perceber o quanto cintilam por meus lábios
Como será ter suas mãos em volta de mim?
Enquanto sua respiração percorre meus poros

Como seria sentir seus lábios roçando lentamente nos meus?
E então seu doce sorriso satisfazer
Como seria ter seu colo concedido a mim?
Só você, meu abrigo, pode responder

Do tudo que eu mais desejo, nada sei
Na verdade esmoreço por ainda não saber
E agora em meus pensamentos vem
Como eu queria experimentar você

sábado, 24 de maio de 2008

Apenas palavras

Sinto que as palavras
Antes por mim admiradas
Já não me servem para nada
Não podem mais
Tornaram-se apenas palavras
Palavras cada vez menores
E por maiores que sejam as tentativas
Elas não irão trazê-lo para mim
Não poderão convencê-lo da beleza
Do carinho singelo de mãos delicadas
Por mais que eu tente, não compreenderá
O sentido da sua existência em mim
Continuarei sendo a ingênua
Aquela que ao sentir
Simplesmente se deixa levar
Por acreditar que poderia ser possível
Pois até o seu silêncio consegue me tocar
Enquanto eu fico aqui
Acompanhada dessas palavras
Que procuram amenizar o não oculto
E para isso, elas ainda tentam me servir
Mas nada disso adianta
Você não está aqui
Você não está aqui...

sexta-feira, 23 de maio de 2008

A Sonhadora


Mulher
Negra
Artista
Cristã
E ainda acredita no amor
Chora, ri, dança
E ainda acredita no amor
Sonha tanto
Acorda sozinha
E continua acreditando no amor
Teimosa, meiga e tímida
Cria mundos e sofre
E o tal do amor permanece dentro dela
Escreve vivendo, vive escrevendo
Ansiosa em sentir
Ainda fala do mesmo amor
Essa sonhadora persiste
Na busca do alimento pra alma
E esse, é só o próprio amor