sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Desenganos

Mundo egoísta, olhe o que você fez

Pessoas que não amam

Perderam a fé de uma vez


Muitos querem fugir

E a outro lugar pertencer

Mas seus filhos os fazem perecer


Medo do acreditar

Medo de se entregar

É mais fácil culpar

Essa maldade precipitada


Atrapalhou meus planos

Nem permitiu a chance libertadora

E agora são tanto desenganos

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Aquela no Final da Trilha


Nem pele alva

Nem cabelos longos

Muito menos lisos

Deixe-me ser eu mesma

Nêga dos cabelos crespos

Não irei obedecer às regras

Pensas que passarei despercebida?

Olhe a sua volta

Os rastros são deixados

Pegue-os

Veja além

Vou mostrar quem sou

Sinta-me inteira

Tenho um coração

Parece pequenino

Contudo, uma imensidão

Almejo o presente

Só meu

Sem medos

Sem dores

Sem se

Quero o sim

Preciso do agora

Tenha a coragem de vir até mim

Mas se não tiver, esqueça

Lá ao longe existirá alguém...

Não percebe?!?

Aquela no final da trilha

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Essa tal solidão

A cada devaneio
Pedaços do eu se vão
Lágrimas teimosas ferem
Perde-se a candura
Vem a noite gélida
As cores se calam
Oh alma corroída pela dor
Imperceptível é o amor
Oprimido pela solidão
As águas do mar se foram
Melancólico adeus
Pétalas despedaçadas
Dispersas ao vento
Quem as recolherá?
Será possível uní-las novamente?
Enquanto houver não
Quem sofre nada saberá
Imerso em incerteza
Carece esquecer
O emaranhado dolorido
Insiste em permanecer
Incômoda ausência

Fernanda Freitas, 31 de julho de 2008.