
Era uma vez uma singela menina
Mas ela era tão, mais tão sonhadora
Ela acreditava no amor
E conservava dentro de si uma considerável parte dele
Ah como ela queria partilhá-lo
Passava a maioria de seus dias pensando como seria mais feliz
Quando pudesse fazer alguém mais feliz também
Passou a esperar...esperava, esperava...e nada
Foi brotando uma angústia, uma impaciência, uma inquietação...
Sem falar no medo
Afinal o tempo estava caminhando a passos largos
Além disso, seu coração já começava a transbordar
Era tanto sentimento...
Cada vez que uma provável chance emergia
Esforçava-se em demonstrar quanto carinho queria expressar
Ainda mais quando alguém conseguia impressionar sua alma
Teimosa que só, aí mesmo achava que o amor tudo podia
E por isso mesmo ele era o amor
‘’Aquele que tudo suporta e crê’’
No entanto essa valentia era sempre vencida
Ilusão, dor e frustração
Até que um dia, após muitas derrotas
Uma frase não saía de sua mente
SERÁ QUE AMAR É MESMO TUDO?
E outras indagações ancoravam
E a única resposta encontrada era
Sim amar é tudo, contudo imprevisível
Sentimento é indeterminado
E muitas vezes não correspondido
Mas ela ainda assim não desistiu
Só decidiu transformar sua busca
Agora ela vai distribuir um pouquinho do seu amor por todo seu viver
Para não sobrecarregar seu coração
Em cada dia, a cada pessoa, em cada gesto
No seu olhar, no seu abraço, no seu sorriso, na sua voz
Haverá em cada partezinha esse amor
E um dia quem sabe...aquele outro sonho dela não decida aparecer
E o amor será ainda mais generoso!
Fernanda Freitas (02/2008)



