sexta-feira, 25 de julho de 2008

Será que amar é mesmo tudo?


Vou contar-lhe uma história
Era uma vez uma singela menina
Mas ela era tão, mais tão sonhadora
Ela acreditava no amor
E conservava dentro de si uma considerável parte dele
Ah como ela queria partilhá-lo
Passava a maioria de seus dias pensando como seria mais feliz
Quando pudesse fazer alguém mais feliz também
Passou a esperar...esperava, esperava...e nada
Foi brotando uma angústia, uma impaciência, uma inquietação...
Sem falar no medo
Afinal o tempo estava caminhando a passos largos
Além disso, seu coração já começava a transbordar
Era tanto sentimento...
Cada vez que uma provável chance emergia
Esforçava-se em demonstrar quanto carinho queria expressar
Ainda mais quando alguém conseguia impressionar sua alma
Teimosa que só, aí mesmo achava que o amor tudo podia
E por isso mesmo ele era o amor
‘’Aquele que tudo suporta e crê’’
No entanto essa valentia era sempre vencida
Ilusão, dor e frustração
Até que um dia, após muitas derrotas
Uma frase não saía de sua mente
SERÁ QUE AMAR É MESMO TUDO?
E outras indagações ancoravam
E a única resposta encontrada era
Sim amar é tudo, contudo imprevisível
Sentimento é indeterminado
E muitas vezes não correspondido
Mas ela ainda assim não desistiu
Só decidiu transformar sua busca
Agora ela vai distribuir um pouquinho do seu amor por todo seu viver
Para não sobrecarregar seu coração
Em cada dia, a cada pessoa, em cada gesto
No seu olhar, no seu abraço, no seu sorriso, na sua voz
Haverá em cada partezinha esse amor
E um dia quem sabe...aquele outro sonho dela não decida aparecer
E o amor será ainda mais generoso!

Fernanda Freitas (02/2008)

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Era uma vez um sorriso sonhador

Você tem o dom de despertar


O meu sorrir


Basta uma palavra


Meus lábios se rendem


Numa entrega contente


Esse sorriso parece querer-te


Na verdade suspira em convidar o seu


Para juntos formarem um beijo


sexta-feira, 11 de julho de 2008

Se o profeta já dizia: AMOR palavra que liberta

Anseia sentí-lo...

Incompreendido, contudo tão desejado...

Quanto mais o admira, mais foges...

Ah esse querer...

Coração dolorido, por sentimento contido, quer doar-se!

E assim torna-se pedinte, escravo de sua miséria

Ainda assim é obstinado

Contrariedades, desalentos, utopias... meros percalços

Compreende que surgirá o instante esperado

E valerá a pena ter suportado, pois finalmente tudo fará sentido

Dentro de ti então será germinado o sorriso mais gracioso

Libertando-te da dor da ausência

O encontro-reencontro irá erguer sua inteireza

Inteireza convicta de que se fosse preciso

Faria tudo de novo, desde gestos pequenos até as maiores extravagâncias

Para encontrar por fim esse tal de AMOR...


Fernanda Freitas (02/2008)

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Enquanto Eu Viver

Jamais desistirei de te encontrar
Ainda que tentem me desanimar
Dizendo que sou romântica demais
Nasci somente para o amor
Como eu poderia não pensar em ti?
Sei que posso fazê-lo tão feliz
Que me chamem boba
Ou seria a louca?
Só por acreditar no sentimento
Espero por você mais 25 anos, se for preciso
Perto ou longe, não importa
Vou até as estrelas, se lá estiver
Desviro-me ao avesso em busca do seu sorriso
Ainda que tentem me convencer do contrário
Você existe, eu sei
Foi feito sob medida para mim
Sou sua
E por isso saberei quando cruzares meu caminho
Quando meus olhos fitarem os seus
No coração brotará uma flor doce e feliz
Prometa que virá
Não me deixe só a vida inteira
Preciso tanto de ti
Enquanto eu viver
O meu amor existirá para você

Fernanda Freitas 03/05/08